Assembleia Nacional Galega  

 

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30.03.2018

A Assembleia Nacional Galega solidariza-se com os dirigentes catalães represaliados e com as suas famílias e pede ao estado soluções políticas

Desde a Assembleia Nacional Galega queremos mostrar a nossa solidariedade com as famílias dos consellers e com os consellers do Parlament de Catalunya, Josep Rull, Jordi Turull, Raül Romeva, Carme Forcadell e Dolors Bassa, que na tarde do dia 23/03/2018 foram enviados à prisão pelo juiz do Tribunal Supremo espanhol Pablo Llarena. Assim mesmo, também desejamos expressar o nosso apoio ao President legítimo catalão Carles Puigdemont que permanece numa prisão alemã desde o passado domingo pelo menos até início da vindoura semana quando a fiscalia de aquele país decida sobre a execução de extradição ao estado espanhol. Além disso, também queremos expressar o nosso suporte com as exiladas políticas Marta Rovira e Anna Gabriel na Suiça e com o resto de consellers do Parlament exilados ou já presos em diferentes cárceres de Madrid.

Na ANG defendemos o direito de autodeterminação dos povos. Nesse sentido, todos os políticos catalães que nestes tempos estão a ser represaliados, foram eleitos pela cidadania catalã com o intuito, também, de levar a cabo um referendo que reflectisse a sua vontade. O estado ignorou propositadamente e reiteradamente, desde há anos, os pedidos dos catalães de decidir livre e democraticamente o seu futuro através da realização dum plebiscito. Perante a impossibilidade de abrir um diálogo frutífero e directo com o estado, os catalães decidiram libertar-se da opressão à qual sentem estar submetidos. O estado continua a recusar qualquer tipo de encontro e diálogo, ativando e aplicando todo tipo de medidas coercitivas e de impedimentos para conseguir a neutralização de uma parte importante do povo catalão não conforme com a situação atual. Se o estado continuar nesta posição repressiva, poderão surgir problemas mais importantes para ele, para além de o conflito civil e social acabar por escalar quotas muito preocupantes.

Consideramos que os problemas políticos de esta índole só podem ser solucionados com respostas políticas e não através do recurso à força bruta por meio da judicialização do conflito, as ameaças, a intimidação e a repressão sistemática. Achamos que a única maneira de superar esta situação é a comunicação entre todas as partes envolvidas, o debate e o intercâmbio de pareceres e para isso é fundamental a mudança de estratégia repressiva do estado e que aceda ao diálogo. Não há democracia sem diálogo político. Chamamos também à mediação internacional e à solidariedade dos povos e nações sem estado para com a realidade catalã. A comunidade internacional vai ter que interceder, deixando para um lado a sua passividade, se não quer que no seu próprio seio se enquiste um problema que não vai desaparecer nem a curto nem a longo prazo.

AssembleiaNG - 16:25 @ Política | Adicionar um comentário

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