Assembleia Nacional Galega  

 

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19.03.2018

A ANG com o direito dos galegofalantes a poderem expressar-se e viverem na sua língua

A Assembleia Nacional Galega (ANG) quer denunciar publicamente o caso de discriminação linguística sofrido recentemente por uma cidadã no edifício administrativo da Junta da Galiza na cidade de Lugo, expressar a sua solidariedade com essa mulher galega e exigir à Junta da Galiza e às outras instituições o seu compromisso firme e permanente com os direitos linguísticos da população galegofalante.

Não se pode permitir que duas funcionárias públicas neguem o direito a uma pessoa a ser atentida em galego e, ainda acima, quando lhes falam disso, façam apologia do franquismo. Não se podem permitir mais casos assim, infelizmente ainda habituais.

Nestas lamentáveis atuações estão-se a descumprir: 

- O artigo 5.4. do Estatuto de Autonomia, que afirma que “ninguém pode ser discriminado por causa da língua”.

- O artigo 6.1. da Lei 3/1983 de Normalização Linguística, que recolhe que a cidadania galega tem o direito ao uso do Galego nas suas relações com a administração pública.

- O artigo 185 da Lei 2/2015 do Emprego Público da Galiza, que estabelece a obriga dos/as empregados/as públicos/as de não discriminar às pessoas, também por causa da sua língua.

- A Carta Europeia de Línguas Regionais ou Minoritárias, assinada pelo Estado espanhol, que fixa o direito dos seus falantes a poderem apresentar demandas orais ou escritas nestas línguas.

A ANG também pede à população galega que continue a denunciar publicamente todos os casos de galegofobia e de discriminação que possa padecer e a lutar até conseguir que se cumpra plenamente o seu direito de poder viver em paz na sua própria língua.

AssembleiaNG - 22:32 @ Língua, Cultura, Sociedade, Política, História, Património | Adicionar um comentário