Assembleia Nacional Galega  

 

Acerca da ANG


A assembleia Nacional Galega (ANG) nasce como um instrumento para a participação democrática, horizontal e assemblear da cidadania e do povo galego.


Uma das razões que levou a impulsar a criação da ANG foi a desmotivação, o cansanço e a saturação de parte da sociedade do nosso país perante uma política galega em permanente confronto, setária, carente de uma cultura de cooperação e sem um projeto social, económico, linguístico e cultural conhecido e acreditável para o futuro da Galiza.


Há um século, no 18 de maio de 1916, na cidade da Crunha, reunindo um grupo de pessoas galeguistas até então espalhadas, surgiram as Irmandades da Fala, que foram acrescentando-se e chegaram a cumprir um papel fundamental em muitos terrenos e que deu frutos históricos para a nossa terra. A ANG, cento e dois anos após essa data histórica e bebendo do espírito galeguista e emprendedor daquela gente, pretende trabalhar tecendo pontes para debatermos entre todos o futuro do galeguismo social, económico, cultural e linguístico. A ANG não é um partido político e procurará formas para que o povo galego possa estar na casa dum projeto galeguista, de construção nacional.


A ANG é concebida como uma associação não lucrativa de âmbito nacional galego, embora possa actuar noutros âmbitos como na Galiza Estremeira e na Diáspora Galega sempre que houver gente interessada em agir naqueles lugares. Trata-se de um movimento cívico galego sem dependências de partidos políticos ou de sindicatos de nenhum tipo, de caráter assemblear e participativo, formado por todas as galegas e  galegos que quiserem participar na construção de uma Galiza mais democrática e soberana. A ANG quer tornar-se a casa comum e fraterna para toda a cidadania galega que deseje ajudar a desenvolver a regaleguização da nossa terra. Esta organização acredita na recuperação popular e na reintegração internacional da nossa língua e trabalhará sempre a favor deste intuito sem entrar em confronto com as pessoas castelhanofalantes. Assim mesmo, a ANG não quer nem pretende ser nunca um partido político nem fazer vida institucional. Por outro lado, também não se trata de uma associação cultural de corte folclorista, nem de um coletivo de gente sectária ou intolerante, incapaz de dialogar e de construir em comum em benefício da sociedade galega. Pode ser membro da ANG qualquer pessoa galega de coração que quiser trabalhar dentro de ela para o progresso integral do nosso país. Isto significa que as sócias e sócios podem desenhar e levar a cabo qualquer projeto, iniciativa ou atividade de tipo social, linguístico, cultural, histórico, económico, de património, etc. que considerarem de interesse para as localidades em que a organização estiver inserida, e, em geral para a Galiza.